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Terminologia

12 de junho de 2013

TERMINOLOGIA SOBRE A PESSOA QUE TEM DEFICIÊNCIA

Se você tivesse alguma deficiência física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla, de que maneira gostaria de ser tratado? Às vezes, na tentativa de serem politicamente corretas, as pessoas acabam agindo da maneira menos correta possível. O uso de um vocabulário inadequado pode refletir preconceito e falta de conhecimento.

Mas existe uma terminologia adequada, decorrente de muitas pesquisas de nível mundial. São termos simples, que refletem a realidade de forma positiva e têm o apoio das pessoas com deficiência.

 

OS TERMOS MAIS ADEQUADOS

Pessoa com deficiência. Termo presente na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU), que o Brasil ratificou com valor de emenda constitucional em 2008.  Não diga pessoa portadora de deficiência ou portador de deficiência. A pessoa não porta, não carrega sua deficiência, ela tem deficiência e, antes de ter a deficiência, ela é uma pessoa como qualquer outra.

Pessoa com deficiência física. Substitui os termos deficiente físico, o deficiente, a deficiente. O termo deficiência física se refere à categoria dentro da qual existem muitos tipos (amputações, paralisias, paresias, baixa estatura, amputações, malformações congênitas etc.).

Pessoa com deficiência visual. O termo deficiência visual se refere à categoria dentro da qual existem os tipos cegueira e baixa visão (em variados graus).

Pessoa cega. Muitas pessoas cegas aceitam ser chamadas cegas. Evite dizer pessoa cega total ou pessoa com cegueira total ou cego total, pois são termos redundantes.

Pessoa com baixa visão. Substitui o termo pessoa com visão subnormal.

Pessoa com deficiência auditiva. O termo deficiência auditiva se refere à categoria dentro da qual existem os tipos surdez e baixa audição (em variados graus).

Pessoa surda. Muitas pessoas surdas aceitam ser chamadas surdas. Evite dizer pessoa surda total ou pessoa com surdez total ou surdo total.

Pessoa com baixa audição. Substitui os termos pessoa com surdez parcial, surdo parcial, que são redundantes. Algumas pessoas com baixa audição preferem ser chamadas pessoas com deficiência auditiva ou deficientes auditivos em vez de pessoas com surdez parcial, pois elas não se consideram surdas.

Pessoa com tetraplegia. Substitui os termos tetraplégico, tetra, quadriplégico.

Pessoa com deficiência intelectual ou pessoa com déficit cognitivo. Substitui os termos deficiente mental, excepcional, retardado mental. O termo deficiência intelectual se refere à categoria dentro da qual existem muitos tipos, dependendo dos apoios, habilidades adaptativas e outros fatores.

Pessoa com transtorno mental. Substitui o termo doente mental.

Pessoa com deficiência múltipla. É a pessoa que tem duas ou mais deficiências ao mesmo tempo. Evite dizer pessoa com deficiências múltiplas.

Pessoa com mobilidade reduzida. É a pessoa que, não se enquadrando no conceito de pessoa com deficiência, tem, por qualquer motivo, dificuldade de movimentar-se, permanente ou temporariamente, gerando redução efetiva da mobilidade, flexibilidade, coordenação motora e percepção: pessoa com idade igual ou superior a 60 anos, gestante, lactante e pessoa com criança de colo. (Decreto n. 5.296, 02/12/2004, art. 5°, § 1°, II, e §2°)

 

NAS COMPARAÇÕES

Em vez de criança/adulto/pessoa normal, use sem deficiência.

Em vez de sala de aula/escola/classe normal, use comum.

A antiga Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde), um órgão do Governo Federal, agora é Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), termo adotado através da Portaria 2.344, de 03/11/2010. Daí veio, também, o uso oficial do termo pessoa com deficiência.

Para evitar a excessiva repetição do termo pessoas, troque-o por curitibanos, usuários, cidadãos, alunos, trabalhadores.

Evite referir-se à pessoa com deficiência pela sigla PcD, porque não se deve usar siglas para chamar seres humanos. Mas, se necessário, use-a em espaços diminutos (colunas em quadros estatísticos, notícias curtas, conversação coloquial pela internet etc.).  

Evite o termo cadeirante, pois o termo ressalta o instrumento que a pessoa porta e não o que a pessoa é.  Diga usuário de cadeira de rodas, porque coloca a pessoa à frente do instrumento com o qual se locomove. Se necessário, você pode usar o termo cadeirante apenas em conversas informais, mas nunca em palestras ou textos formais (acadêmicos, científicos, oficiais).

Rua Schiller, nº 159

Cristo Rei, 80.050-260 - Curitiba - Paraná

Assessoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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